Computação reconfigurável é um tipo de computação em que o hardware pode ser reprogramado dinamicamente para executar diferentes tarefas, adaptando-se às necessidades da aplicação. Em vez de usar um processador tradicional com uma arquitetura fixa, a computação reconfigurável permite modificar a estrutura do hardware para otimizar o desempenho de algoritmos específicos.
🧠 Como funciona?
A base da computação reconfigurável são os FPGAs (Field-Programmable Gate Arrays) – dispositivos de hardware que podem ser reconfigurados por software para realizar diferentes funções lógicas.
Ou seja, com um FPGA você pode, por exemplo:
-
Em um momento, configurá-lo para fazer processamento de sinais.
-
Depois, reconfigurá-lo para criptografia.
-
E mais tarde, para acelerar algoritmos de aprendizado de máquina.
🔧 Características:
-
Flexibilidade de hardware: a arquitetura interna do dispositivo pode ser adaptada conforme o algoritmo.
-
Desempenho entre CPU e ASIC: mais rápido que uma CPU para tarefas específicas, e mais flexível que um ASIC (circuito de aplicação específica).
-
Paralelismo massivo: várias operações podem ser executadas ao mesmo tempo (em paralelo), com baixa latência.
-
Pode ser reconfigurado em tempo de execução (parcialmente ou totalmente).
✅ Vantagens:
-
Desempenho acelerado para aplicações específicas (por exemplo, visão computacional, redes neurais, criptografia).
-
Eficiência energética: consome menos energia que uma CPU ou GPU em algumas tarefas.
-
Personalização: cada aplicação pode ter sua arquitetura de execução ideal.
🚀 Aplicações:
-
Centros de dados e nuvem: FPGAs são usados para acelerar cargas de trabalho (ex: Microsoft usa em servidores do Azure).
-
Sistemas embarcados: drones, satélites e dispositivos IoT.
-
Processamento de sinais: radar, telecomunicações, vídeo em tempo real.
-
Computação científica e financeira: simulações, análise de dados em tempo real.