A Manufatura Aditiva (ou fabricação aditiva) é um processo de produção em que um objeto é criado adicionando material camada por camada, a partir de um modelo digital 3D. Esse conceito é o oposto da manufatura tradicional (subtrativa), na qual o material é removido de um bloco maior por corte, fresagem, usinagem etc.
O exemplo mais comum de manufatura aditiva é a impressão 3D, mas existem várias tecnologias dentro dessa categoria.
🧩 Características principais:
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Utiliza modelos CAD (desenho assistido por computador) como base para criar objetos físicos.
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A construção ocorre camada por camada, com precisão controlada por computador.
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Pode usar diversos materiais: plásticos, metais, cerâmicas, resinas, entre outros.
🛠️ Tecnologias mais comuns:
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FDM (Fused Deposition Modeling): deposita filamento plástico derretido, muito usada em impressoras 3D domésticas.
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SLA (Stereolithography): usa luz para curar resina líquida fotossensível.
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SLS (Selective Laser Sintering): sinteriza pós de polímero com laser.
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SLM/DMLS (Selective Laser Melting / Direct Metal Laser Sintering): funde pó metálico para criar peças metálicas.
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EBM (Electron Beam Melting): semelhante ao SLM, mas com feixe de elétrons.
✅ Vantagens:
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Permite geometrias complexas que seriam difíceis (ou impossíveis) de fazer com métodos tradicionais.
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Menor desperdício de material.
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Prototipagem rápida: ideal para testes e desenvolvimento de produtos.
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Personalização em massa: cada peça pode ser única, sem custo extra por mudanças de design.
🔬 Aplicações:
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Indústria aeroespacial: produção de peças leves e resistentes.
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Medicina: próteses personalizadas, órteses, implantes.
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Automotiva: peças sob medida e ferramentas de montagem.
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Moda e design: joias, calçados, roupas e objetos personalizados.